Vale a pena voltar da Europa carregado de vinhos?

Isso depende da sua disposição de andar pelo mundo – táxis, escadas, aeroportos e afins, carregando peso.

Por outro lado é bom ter em conta a vantagem financeira. No mercado brasileiro encontram-se excelentes vinhos e trazer uma caixa de seis vinhos da Europa para economizar R$ 50 por garrafa, significaria uma economia de R$ 300. Trezentos reais para ficar carregando peso, correr o risco de pagar excesso de peso, correr o risco de ver uma garrafa quebrada, correr o risco de descobrir que um dos vinhos está estragado, sem a possibilidade de trocar, ou até mesmo correr o risco de que a caixa desapareça no trajeto… Eu acho que não vale os R$300,00.

É uma questão pessoal, eu não o faria, por maior que fosse a economia e por especial que fosse o vinho, mas posso entender quem o faça, sempre e quando a economia supere um determinado valor, o da passagem, por exemplo.

Bem, para que a economia supere os R$ 2.000,00 numa caixa de seis, deverá ser de R$ 333,00 por garrafa. Estamos falando, então, de um vinho que custa outro tanto, pelo menos. A questão passa a ser outra. Vale a pena gastar esses valores numa garrafa de vinho? Se a resposta for sim, é porque você tem um excelente orçamento para vinhos e, portanto, um excelente orçamento de modo geral.

Voltamos ao princípio: é então, importante para você, essa economia? Agora, bem, há uma forma de carregar vinho onde o mesmo fica leve e pouco volumoso: na memória!

Zona de Conforto

Estar ou ficar na zona de conforto tem uma conotação negativa. Mas por quê? Nada mais lícito, compreensível ou mesmo e, em definitivo, humano, que querer estar lá, nessa zona. Mas onde há conforto não há progressão, e nesse momento chegamos a um paradoxo filosofal: conforto ou progressão?

Não sei, mas, sim, suspeito que a progressão alheia cause enorme conforto pessoal. Menos mal que o inventor do microchip não estava em sua zona de conforto.

Todos temos nossa zona de conforto, seja pessoal ou profissional. A zona de conforto de um artista é uma obra “que não ofende ninguém”, a de um vendedor é uma mesa de trabalho, a de um financeiro pode ser uma planilha de Excel, com todos os seus coloridos recursos, a do médico o pedido de exames, a de um produtor de vinhos é o vinho “fácil de beber” e a de um clube de vinhos é comprar vinhos do produtor citado.

Se sair da zona de conforto causa medo, ansiedade ou risco, para que sair, então? Da minha zona de conforto pessoal, minha cama, eu tenho enorme dificuldade de sair. Livro, sim, uma batalha intestina e ganho, sempre e quando seja sábado ou domingo. De segunda a sexta, eu não gosto de café morno nem de arte que não ofende ninguém e menos de vinho supostamente fácil de beber. Prefiro produtores de vinho que enfrentam seus medos pessoais, riscos comerciais e ansiedades generalizadas.

Vou com o risco do inaudito mesmo quando algumas seleções causem enorme estranheza no associado e eventualmente cancelamento massivo de associações.

Quanto mais fácil e comercialmente seguro seria selecionar um Cabernet Sauvignon chileno todo mês!

Mais proveito do nosso clube tiram os associados que pensam assim, tal como aquele que inventou o chip e se expõe com gosto, à experimentação, mesmo porque, e em meu entender, essa é a razão para se associar a um clube de vinhos, e a essa ânsia é ao que deve responder um clube de vinhos.

 

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Curso de vinho

Eu já vou implicando logo com o nome: curso de vinho. Se levarmos para outro objeto qualquer, fica mais fácil perceber o quão meio ridículo isso é: curso de carro, curso de tomates, curso de livro. Ora, não há tal coisa. Pode, sim, haver um curso de condução de carros ou de mecânica, ou de como plantar tomates, ou de como prepará-los, ou de encadernação ou de estilos de prosa. Não há tal curso de vinho.

Mas vira e mexe alguém me pede uma indicação de um curso de vinho. Nunca sei muito bem o que dizer. Existem vários no mercado, com características das mais distintas e, como é natural, existem os bons e os ruins. Alguns são profissionalizantes e, portanto, longos – de um ano por exemplo. Outros são mais curtos, mas são certificadores mais do que cursos, e outros… bem, outros não são nada.

Eu não vejo como falar sobre vinho num único encontro de quatro horas, por exemplo, e essa é mais ou menos a característica da demanda de curso que temos.

curso de vinhoQuatro horas talvez não seja suficiente para abordar com profundidade o tema da rolha. Mas por outro lado, e por respeito às vontades do associado, não posso ignorar essa demanda.

 

Eu vou pensar em alguma coisa, com certeza em algo divertido e prático, obviamente. Digo algo prático porque a teoria, aquela mais genérica, pode ser entendida lendo qualquer um dos livros disponíveis no mercado. Comece o livro na sexta e na segunda você acordará sabendo mais de vinho do que poderia imaginar. Nesse meio tempo, vou pensando num curso simpático, que ajude na compreensão daquilo que é mais importante, o sabor. Vamos beber vinho – atividade para a qual, no fundo no fundo, não é preciso saber nada para fazer.

 

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Os velhos e bons costumes

Estamos na era do politicamente correto e do corretamente limpinho e do higienicamente moderno. Já faz anos que a madeira não é permitida numa cozinha profissional. Lamentei muito essa lei. Nada supera uma colher de pau, nada supera uma tábua de madeira para cortar o que for, não há polímero sintético de nenhuma natureza que supere o algodão, a madeira, o couro. Há nisso tudo um elemento de histeria coletiva. A tábua de madeira foi usada para cortar alimentos provavelmente desde o início da civilização humana até uma década atrás, e nunca ouvi um só relato de que alguém tenha tido algum problema de saúde por isso.

Em alguma ocasião, não lembro nem onde nem quando, li um artigo que comentava que a madeira tem elementos ou substâncias antibacterianas naturais. Não fui a fundo nesse tema e não tenho certeza da sua veracidade técnica mas não me faz muita falta tal comprovação.

Tenho uma tábua de madeira em casa que herdei da minha mãe, preciosamente gasta por anos e anos de uso, cinquenta talvez, sobre a qual minha mãe cortou tudo o que comi durante toda minha infância e juventude. Lá está ela, linda, em uso diário.

bons e velhos

Quando vejo uma dessas tábuas brancas supostamente mais higiênicas, com resíduos de todos os tipos acumulados nas ranhuras dos cortes que não saem nem com lixadeira industrial me entristeço.

Estamos perdendo valores para a histeria coletiva. Este texto vem inspirado em uma matéria da nossa revista sobre barril de madeira e almofariz de pedra. Fico aqui pensando quanto tempo esse barril vai resistir à fúria do politicamente limpinho.

 

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Glicofobia

A mais desconcertante patologia do mercado consumidor brasileiro de vinho é a que chamo de glicofobia. Tal patologia fica clara, e se manifesta com o nervosismo que causa entre alguns associados, a seleção de um vinho em cujo contrarrótulo não se leia “seco”.

Desenvolvi uma teoria para explicar esse fenômeno. Não é comprovada, é só uma conjectura, mas não consigo explicá-lo de outra forma:

Por muito tempo e até um par de décadas atrás, a oferta de vinhos no mercado brasileiro era massivamente feita de vinhos produzidos no Brasil, vinhos de qualidade baixa, muitos deles produzidos com uvas não viníferas e a maioria chaptalizados. A chaptalização é uma correção inevitável quando, seja pela mesma qualidade da uva, seja pelas condições climáticas, a uva não produz açúcar suficiente para posterior transformação em álcool, exigindo o acréscimo de açúcar ao mosto. Esses mostos chaptalizados resultavam num vinho com razoável quantidade de açúcar residual, fazendo-os ligeiramente doces o que, por aqui, se convencionou chamar “suaves”. Como eram vinhos ruins, a associação entre suave ou ligeiramente adocicado e a má qualidade foi inevitável. Vinho suave = meio doce = vinho ruim. Em contraposição, vinho seco = vinho bom. Uma vez plantada a confusão, a mesma acabou por tomar volume com a ajuda de alguns conceitos, às vezes, confusos. Vamos ver:

glicofobiaA LEGISLAÇÃO: A legislação diz que um vinho é seco quando tem até mais ou menos – e digo mais ou menos
porque depende da lei de cada país – 3,0 g/L e semi-seco de 3,0 a 15,0 g/L. Ora, aí há um problema. Um vinho pode ter 5 gramas de açúcar natural por litro, mas não pode ter 15 gramas de açúcar natural por litro, e portanto, aqueles vinhos que pela “lei do açúcar” estão na mesma categoria de semi-secos são vinhos bem distintos e produto de vinificações diferentes.

O CONCEITO DE QUALIDADE: Se é que se pode medir a qualidade de um vinho pelo seu teor de açúcar natural, então teríamos que, quanto mais açúcar residual tem um vinho, melhor ele é. Indica uma melhor qualidade e sanidade das uvas, bem como uma colheita numa situação de maturidade de uvas ideal. De fato, a lei alemã do vinho os qualifica por açúcar. Quanto mais açúcar, melhor o vinho.

O GOSTO: Não há uma relação direta necessária entre o gosto doce de um vinho e seu teor de açúcar. Um vinho com 2 g/L de açúcar pode parecer mais doce que um de 3 g/L, já que o gosto doce depende de uma coleção de fatores. Existem no vinho outros elementos de sabor doce – o álcool, por exemplo –, e existem também elementos de sabor amargo que reduzem a sensação de doce. Finalizando: o fato de um vinho não ser qualificado como seco não tem nenhuma relação direta com sua qualidade, com a sua vinificação ou com seu gosto.

 

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Entendendo o vinho espanhol

vinho espanhol

Onde:
v.c.p.r.d.: vinos de calidad producidos em regiones determinadas.

v.e.c.p.r.d.: vinos espumantes de calidad producidos em regiones determinadas.

Para: Vinos de la tierra e v.c.p.r.d.

1ª “Noble”, Guarda em bodega mínima 18 meses em barril de 600 litros ou garrafa.
2ª “Añejo”, Guarda em bodega mínima 24 meses em barril de 600 litros ou garrafa.
3ª “Viejo”, Guarda em bodega mínima 36 meses em barril de 600 litros ou garrafa.

Só para v.c.p.r.d

1ª “Crianza” Guarda em bodega mínima: tintos total 24 meses dos quais 6 em barril de no máximo 330 litros, brancos e rosados: 18 dos quais mínimo de 6 em barril de no máximo 330 litros.

2ª “Reserva”, Guarda em bodega mínima: tintos 36 meses dos quais em barrica de no máximo 330 litros 12 meses, brancos e rosado 24 dos quais em barrica de no máximo 330 litros 6 meses.

3ª “Gran Reserva”, Guarda em bodega mínima: tintos 60 meses dos quais em barrica de no máximo 330 litros 18 meses. Brancos e rosados 48 dos quais em barrica 6 de no máximo 330 litros 6 meses.

1ª “Premium” y “reserva”, para espumantes de qualidade segundo normativa comunitária e espumantes (v.e.c.p.r.d.).

2ª “Gran reserva”, para os espumantes v.e.c.p.r.d. amparados pela Denominação Cava, com um período mínimo de envelhecimento de 30 meses.

Vinos de Pago: genericamente é uma região com características endêmicas, que produzem um vinho singular e que não se encaixa com precisão ou com justiça no sistema de classificação tradicional. É recente a absorção desse termo pela lei que identifica condições para que um vinho seja chamado “de pago”. Não obstante a expressão vem do uso comum e há propriedades produtoras que se identificam como pago ainda que não o sejam por lei.

 

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Champagne

Champagne. O que é um champagne? É um vinho espumante, natural, elaborado pelo método champanhês, na D.O. Champagne. Esse, e somente esse, pode ser chamado de champagne. Vamos ver onde colocá-lo, num resumido mapa dos espumantes: CO2.

champagne

 

 

(1) Aqui entram todos os espumantes por método clássico com nome genérico como: cava, sekt, cremmant, cap classique, mousseux, cremant (menor pressão), bem como todos os “Métodos Champagnoise”.

(2) Aqui entram todos os charmat como podem ser os prossecco, frisante, petillant, aguja, perlwein, asti, sekt..

(3) Designa a origem e, por consequência, a qualidade da uva. Para que um champagne seja denominado grand cru, deve ser feito com 100 % de uvas de uma comuna classificada como Grand Cru (apenas 17 comunas); premier cru, com 90% de uvas de comunas Premier Cru (40 comunas); cru, com 77% de uvas de comunas classificadas como Cru.

(4) Blanc de blancs: champagne branco feito de uvas brancas. Blanc de noirs; champagne branco feito de uva tinta.

(5) Extrabrut (bruto), quando não receber licor; brut (seco), quando receber apenas 1% de licor; extra-sec (extra-seco), 1 a 3%; demi-sec (meio-seco), 3 a 5%; doux (doce), 8-15%.

O açúcar, no método clássico, é adicionado ao final de todo o processo de vinificação por meio do licor de expedição.

(6) Milesimé: de safra única, “safrado”. Assemblage: corte de mais de uma safra.

 

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Vin de Pays

O Velho Mundo produtor de vinhos – Espanha, Itália, França e Portugal – tem uma forma muito simétrica para denominar as origens (*) e/ou a qualidade de seus vinhos:

vin de pays

Parece – e na verdade funciona como – uma escala de qualidade, mas nem de longe é uma escala precisa. São conceitos que dizem respeito à qualidade, à origem, à observância de uma lei, ou à sua não observância em absoluto. Essa escala sugere que o vinho do tipo 1 é superior ao 2, e assim por diante; geralmente quase é assim. Mas, cuidado! Todas as exceções são possíveis.

 

Se falássemos em português claro, essas classificações ficariam assim:

 

Vinho de um lugar geográfico específico, que obedece aos critérios de produção e qualidade do grêmio de produtores locais e que, além disso, foi classificado como muito bom pelo conselho nacional

 

Vinho de um lugar geográfico específico, que obedece aos critérios de produção e qualidade do grêmio de produtores locais

 

Vinho de uma área geográfica muito ampla, que não se acolhia a outros grêmios por razões geográficas ou de critérios de produção específicos, e cuja população criou seu próprio grêmio, mais amplo tanto em área como em critérios

 

Não se acolheram a grêmio nenhum e, portanto, a nenhum critério de produção. Podem inclusive obedecer a algum critério de algum grêmio, mas não se deram ao trabalho de certificá-lo

 

Daí, e tomando as classificações espanholas como exemplo, podemos dizer que:

 

1) um “Vino de la Tierra” pode ser melhor que um D.O.C.

Exemplo: Abadia Retuerta Pago Negralada, um dos melhores vinhos espanhóis, que, por razão geográfica, não pode se acolher a nenhuma D.O.

 

2) um vinho produzido no coração da D.O. “Rueda” pode não ser certificado como um D.O. “Rueda”.

Exemplo: o vinho Campo Sanz, ainda que produzido numa bodega de Rueda – que inclusive produz vinhos acolhidos à D.O. Rueda –, não pode ser rueda, por não obedecer a critérios de produção. É um tinto, e os critérios de Rueda não aceitam tintos.

 

3) D.O. diz respeito à origem geográfica, mas dois vinhos podem pertencer à mesma D.O., apenas possuírem origens geográficas totalmente diversas.

Exemplo: um D.O. Cava pode ser da região do Penedés ou de Ribera del Guadiana, que se encontram em dois extremos da Espanha e com terroirs muito distintos.

 

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Comprar vinho eis a questão

Como escolher melhor seu vinho, onde comprar, dicas para comprar melhor em cada um dos diferentes estabelecimentos comerciais.

prateleira

O consumo de vinho no Brasil

Num prazo relativamente curto de tempo o mercado consumidor brasileiro começou a se interessar por vinho, os cursos se multiplicam, aparecem novas importadoras, os produtores nacionais incrementam suas linhas, os supermercados triplicam o espaço dedicado à exposição dos vinhos, novas lojas especializadas são abertas nos shopping centers e o consumidor de repente se vê um pouco perdido num imenso emaranhado de rótulos, uvas, países de origem, vinificações!

É verdade que é também essa enorme variedade, esse mundo cheio de novidades e segredos que faz do vinho algo tão atrativo e o transforma numa fonte inesgotável de conhecimento e prazer, mas acudir a um estabelecimento decidido a comprar um vinho para acompanhar seu jantar e se deparar com alguns milhares de uvas multiplicados por umas centenas de regiões produtoras pode chegar a ser atordoante.

Esse delicioso novelo não se desenrola numa vida quanto mais numas páginas mas é possível resumir alguma informação sobre a escolha e a compra de vinhos bem como propor umas ficas ainda que simples podem ser valiosas.

Escolher o vinho.

A oferta de vinhos no Brasil pode ser muito mais complexa que a dos países produtores e tradicionalmente consumidores de vinho.

Parece paradoxal, mas justamente por não ser um país tradicionalmente produtor de vinhos a variedade da oferta no Brasil é enorme. Nos países produtores, como é natural, a grande maioria dos vinhos comercializados são os produzidos no próprio país. Claro que lá se encontrarão vinhos de outros países e origens, mas serão minoria pois quase sempre serão mais caros e muitas vezes não obedecerão ao padrão de gosto local que neste caso já estará bem formado e feito a seu próprio vinho.

Este fenômeno não acontece no Brasil, importamos de todos os lados e, ainda que os vinhos italianos e chilenos sejam os campeões de vendas, a oferta de vinhos está comparativamente muito dividida entre todas as origens possíveis.

O consumidor brasileiro tem então que lidar com um número enorme de variantes para selecionar seu vinho e os tipos de estabelecimento onde ele adquire o vinho cumprirá um papel importante nessa seleção.

Os estabelecimentos clássicos.

As características, vantagens e desvantagens de comprar vinhos no supermercado, no produtor, na loja especializada, na importadora, no clube de vinhos.

No produtor

Uma forma muito agradável de comprar vinho é diretamente do produtor. É uma oportunidade única de aprender, de ouvir, de ver, de conhecer com detalhes a origem ou os processos de produção do seu vinho. A visita a um produtor vale por um curso de vinhos, é entrar de cheio na deliciosa atmosfera do cultivo da uva e da produção do vinho. Nos países produtores é uma modalidade usual de compra e no Brasil também existe essa possibilidade, muitos produtores dispõem inclusive de uma estrutura formal e permanente para atender os consumidores. Desafortunadamente esta é uma modalidade que está restrita ao mercado consumidor que se encontra perto das áreas produtoras e ainda assim a variedade ainda é pequena.

Dica: para os grandes amantes do vinho uma visita a um produtor é uma experiência fascinante. Como no Brasil isso pode implicar numa pequena viagem, encare como uma opção de turismo mais que de compra efetiva de vinho.

Nas importadoras

Ainda que as importadoras tenham um caráter comercial mais atacadista muitas delas dispõem de departamentos de atenção e venda direta ao consumidor. Algumas publicam catálogos que facilitam a compra. Nesses catálogos você encontrará boas sugestões e terá em destaque ofertas comerciais interessantes.

Dica: juntando alguns amigos para fazer uma compra maior é possível negociar preços.

Supermercados

Os supermercados têm dado muita atenção ao setor de vinhos e onde no passado só se via uma ponta de gôndola com alguns vinhos de segunda linha hoje se encontram corredores inteiros de vinhos das mais variadas origens e qualidades. A disponibilidade é a vantagem dessa compra e nos supermercados podem encontrar-se ótimas promoções. Nem todas as importadoras tem a estrutura necessária para atender aos supermercados, outras importadoras por sua vez se reservam a exclusividade da venda ao consumidor de alguns de seus vinhos, portanto nem tudo é encontrável num supermercado.

Dica: dê preferência a comprar no supermercado os vinhos mais robustos, os vinhos mais delicados são mais susceptíveis às nem sempre ideais condições de armazenamento. As garrafas se encontram em pé de e os vinhos de maior valor tendem a ficar mais tempo na gôndola nessa posição pouco favorável.

Nas lojas especializadas

É cada vez maior o número de lojas especializadas em vinho e a grande vantagem deste estabelecimento é a assessoria e atenção personalizada que oferecem ao cliente. Nas lojas especializadas é mais fácil encontrar novidades e muitas delas promovem degustações e cursos aos clientes. Costumam ser mais cuidadosos com a estocagem do vinho e é mais fácil, nestes estabelecimentos, trocar um vinho que não esteja bom.

Dica: desafortunadamente ainda se encontram alguns atendentes despreparados nessas lojas. Preferem dar uma informação equivocada a dizer que não sabem o que não teria nenhuma importância. Prefira falar com o proprietário se possível, geralmente é um apaixonado por vinhos e te atenderá com prazer.

Na internet

Todo o tipo de venda tem crescido por esse meio e o vinho não é diferente. Entende-se que ao evitar os grandes custos de manter um estabelecimento aberto ao público a loja virtual é capaz de oferecer preços atraentes, mas eu ainda diria que a comodidade é o grande trunfo desta modalidade de compra.

Dica: hoje em dia é relativamente fácil site de venda de produtos, verifique se o site dispõe de um número telefônico para atendimento de clientes, ligue, faça perguntas, informe-se de como procedem com respeito a trocas, por exemplo.

Clube de Vinho.

O Clube de Vinho traz um entorno uma comunidade onde viver a cultura do vinho. Um clube de vinho oferece conforto na compra, traz novidades e vinhos de difícil acesso, os preços são muito atraentes e promove a informação e eventos sobre o vinho,

Dica: analise as condições comerciais gerais e formas de pagamento do clube, veja se existem anuidades, veja que tipo de vinhos o clube vem selecionando, analise as possibilidades de devolução ou suspensão de remessas.

 

Faça parte do nosso clube: vinhos selecionados por uma rede mundial de especialistas, entregues na porta de sua casa, por preços até 50% abaixo dos praticados no mercado! Associe-se!

O Vinho do Cunhado

Você é associado da Sociedade da Mesa e, portanto, somente tem em casa vinhos muito bons, quando não pequenas maravilhas.

Situação número 1: alguém em sua casa decide fazer um prato que usa vinho.

Situação número 2: seu filho adolescente vai a uma festa de queijo e vinho e pede uma garrafa para levar.

Situação número 3: aquele amigo que gosta daquele vinho docinho de garrafão e pelo qual se orgulha de pagar somente cinco reais, vem jantar.

Situação número 4: sua filha vai fazer 15 anos, e a tradição diz que tem de ter ponche na festa.

Situação número 5: é São João, e alguém inventou de fazer vinho quente.

Situação número 6: alguém lhe deu um “madre” de vinagre, e você quer ver se funciona.

Situação número 7: seu cunhado aparece de repente.

Que fazer?

Na sua próxima ida ao supermercado, não se esqueça de comprar duas garrafas daquele vinhozinho de procedência duvidosa que está sempre em promoção. Vai livrar você de um apuro! É o que eu chamo de “O Vinho do Cunhado”, não só porque está reservado para ele mas porque, como do tal você não gosta e cunhado é inevitável, pode o vinhozinho até tirar você de um apuro.

Se seu cunhado também é da Sociedade da Mesa e, portanto, também vai ler este texto, guarde para ele o vinho deste mês, e assim ninguém se ofende!

 

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