Guia quase defintivo de o que são “Tapas”

O que são as “tapas”.

A confusão é grande. A palavra já integra o vocabulário paulista dos frequentadores de restaurantes, mas seu significado segue nebuloso. É como o termo torque; todo o mundo o usa, mas ninguém sabe dizer o que é.

Tudo começa com a tradicional e rápida definição: Tapa é um canapé, algo que se come de um bocado, uma pequena porção de comida.

Essa definição é certa, mas é só parte da verdade, na verdade uma parte pequena. É uma explicação superficial.  É como dizer que um disco voador é um meio de transporte.

Tapa é um conceito abstrato, uma manifestação cultural, um fenômeno social, um termo genérico.

Como é difícil definir vamos tentar uma aproximação.

Uma tapa, no feminino já que não é a agressão física, é uma pequena porção de comida servida por cortesia nos bares espanhóis quando você pede uma bebida qualquer.

Por ser cortesia, é algo que não se pede.

Se a tapa é algo elaborada, quando pede, em geral paga.

Se recebe como tapa batatas fritas ou azeitonas ou amendoim, ou milho tostado, tapas muito comuns, pode até pedir outra e não paga, mas recebe um olhar de desaprovação.

Se pede uma terceira vez sem pedir a consequente ronda de cervejas, o garçom vai ficar bravo.

E por que em lugar de ficar bravo não cobra? Hora por que as listadas acima são tapas por definição e são incobraveis.

Um pinxo é um canapé elaborado.  Todo pintxo é genericamente uma tapa.  Nem toda tapa é um pintxo.

Tecnicamente porções não são tapas, mas podem entender-se genericamente como tal.

Restaurantes não servem tapas, nos restaurantes você vai sentar e almoçar ou jantar.

Restaurantes podem servir porções e se você comer somente porções não estaria errado dizer que comeu tapas.

Ainda assim se você entrar num restaurante que tem toalha de mesa e pedir tapas, te olharão com uma cara estranha.

Se depois das porções você jantou pratos quentes então não comeu tapas.

Se você entrar num bar e disser que quer tapas o garçom não vai achar estranho, mas vai te trazer a carta de porções.

“Salir de tapas” (sair para comer tapas) faz referencia ao evento social e não quer dizer que você vai sai para comer tapas propriamente, mas sim que vai comer informalmente, ou de pé, ou à base de porções e não pratos, ou só para beber com amigos.

Em algumas regiões da espanha é possivel “salir de tapas” e comer só tapas mesmo e ficar satisfeito.

Não existem taperias, todo bar espanhol pode servir tapas. Em função da procura dos turistas por tapas, já existem bares que se dizem taperías, mas é um fenômeno novo e exclusivamente para atrair turistas já que todo bar é uma tapería.

Existem lugares especializados em pintxos, mas mesmo que se chamem taperías tecnicamente o que servem não são tapas e sim pintxos.

Se você entrar lá e comer e depois dizer a um amigo que comeu “de tapas”, estaria certo por que faz referência ao como você comeu e não o que comeu.

Se disser que comeu tapas, está tecnicamente errado, mas se entende como certo.

Todos esses conceitos podem mudar de região para região.

Entendeu¿

PS: na foto são banderillas.

Minha saída da Sociedade da Mesa.

A última revista da Sociedade da Mesa já informa oficialmente minha saída da mesma.

Foram 15 anos de trabalho. Fizemos historia, mudamos a cara do mercado brasileiro de vinhos.

Foi um enorme prazer servir aos associados por esse período.

Nos vemos aqui.

 

Dario Taibo

Quadros do Museo Veronica

Évariste Galois (Bourg-la-Reine, 25 de outubro de 1811 — Paris, 31 de maio de 1832) foi um matemático francês.

Ao determinar a condição necessária e suficiente para que um polinômio pudesse ser resolvido por raízes, não só resolveu um antigo problema em aberto, como criou um domínio inteiramente novo da álgebra abstrata: a teoria dos grupos. Morreu num duelo com a idade de 20 anos. Tendo crescido durante um período de grande agitação social e política, colocou-se, repetidamente, no centro de controvérsias, o que não apenas o afastou de sua brilhante carreira, como também acabou por levá-lo a uma morte prematura.

Pelágio (em baixo-latim Pelagius, galego Paio e castelhano Pelayo) foi o fundador e o primeiro monarca do Reino das Astúrias (718-737) que governou até sua morte (morreu em Cangas de Onís, Astúrias). Ele retardou a expansão dos muçulmanos para o norte, iniciou a Reconquista e tem sido tradicionalmente considerado como o fundador do Reino das Astúrias.

 

Pablo Martín de Sarasate (Navarra, 1844 — 1908) foi violinista e compositor espanhol do período Romantico. Suas composições, em geral para peças de recital para violino, demostram grande técnica e interpretação apaixonada.  Compositor entre outras da peça Zigeunerweisen muito apreciada por violinstas virtuoses dada a complexidade de sua execução.

O custo da corrupção e suas proporções.

Alguns poucos casos recentes de Corrupção e ineficiência Valor
Fundo de pensão: Valor desviado 3.000.000.000,00
Zelotes: Valor sonegado 19.000.000.000,00
Lava jato: Valor desviado 42.000.000.000,00
Petrobras: Prejuízos 88.000.000.000,00
Total 152.000.000.000,00
Esse valor é:
·       Maior que o orçamento de 2017 de qualquer ministerio Inclusive  educação, saúde, trabalho ou defesa.
·       É igual ao orçamento do ministerio dos esportes para 100  anos
·       Equivale a um curso escolar numa escola pública do primeiro ano do primario até a formatura na faculdade para 600.000 Pessoas
·       Orçamento de saúde do estado de São Paulo para 13 anos
·       Equivale a dobrar o salario de todo o efetivo da PM de SP por 42 anos
·       Calcula-se que 100.000.000 passam fome no mundo. Poderíamos dar uma sesta basica por mês a cada um por 3 anos
·       Retirar esse valor de uma sociedade equivale a matar 200.000 Pessoas

 

 

Conselho

Em 2009, dei um conselho em um dos meus editoriais… Sete anos depois, ainda me parece cair como uma luva:

Em caso de crise, não quebre o vidro , somente saque a rolha.

Pisco, tequila e Mescal.

O Chile, grande produtor de vinhos tem um sua carta nacional de bebidas o pisco. Os peruanos dizem que a denominação “pisco” tal como uma D.O. (denominação de origem), somente pode ser utilizada para essa bebida quando fabricada lá no Peru. Já os chilenos consideram esse nome como um genérico, algo como rum, por exemplo.

O fato é que ambos os países produzem o pisco. Nas rodinhas de bar, acontece de o pisco causar alguma discussão: é de milho, é de cacto, é de uva? O pisco é de uva e parece-se com o que os italianos chamam de grapa (em italiano “grappa”, também existindo a variação, em português, graspa”), os portugueses, de bagaceira, e os espanhóis (mais precisamente, os galegos), de orujo (termo sem correspondente em português).

A bebida corresponde feita de milho é a chicha (também feita com mandioca, mel e água), bebida andina cuja produção é um pouco curiosa, já que garotas mascam milho e cospem-no num recipiente onde a massa assim obtida fermentará. Também existem receitas menos costumbristas para alivio de quem tem curiosidade de prová-lo.

A bebida feita de cacto é a mexicana tequila, dum cacto chamado agave (justamente o cultivo na região de Tequila, no México), do qual também se faz o mezcal, famoso por ser engarrafado com vermes de uma borboleta, os quais devem ser comidos ao se tomar a bebida. Sinônimo de mezcal é maguey, ainda que maguey pode ser genérico de qualquer bebida feita com o agave , como o pulque, por exemplo, que é feito da seiva do agave, especialmente no México. Outros sinônimos de maguey são pita e cabuya.

Na realidade, o agave é um gênero de vegetais, do qual há dois subgêneros: o Littaea e o Agave. O Littaea é aproveitado, na economia mexicana, para elaborar esteroides: o subgênero Agave é o que presta a produzir bebidas fermentadas, como o pulque, e destiladas, como a tequila e os mezcais.

Desse subgênero Agave, é extraído a água-mel ou hidromel, que é o líquido açucarado utilizado na fabricação do pulque e da tequila.

Enfim, foi só para mudar um pouco de assunto!

Receita de pisco sour

 

Leia também a Revista Sociedade da Mesa!

O tempo

Para quem tem 10 anos de idade, um ano representa 10% da sua vida. Para quem tem 50 representa 2% , ou seja quanto mais rápido passa o tempo, mais rápido passa o tempo.
Contra o passar do tempo não há nada o que fazer. Disse Einstein que não, que o tempo é relativo, mas isso só é verdade a velocidades parecidas à da luz. O problema  de andar a velocidades parecidas à da luz é que em um piscar de olhos estaremos muito muito longe de tudo e de todos. Melhor ficar por aqui e assumir que quem ainda manda na mecânica do nosso dia a dia é Newton e não Einstein.
Não há como escapar do passar do tempo mas sim há como aproveitá-lo melhor.
Minha sugestão: Rodear-se de amigos, beber, comer e dar muitas gargalhadas.

Opinião

Os argumentos da ciência ou mesmo os argumentos do mercado não são suficientes para mudar a opinião da maioria. Na verdade as pessoas não mudam de opinião, elas morrem. As novas gerações crescem sob a luz de um novo conceito e o assimilam. Darwin não convenceu o mundo de que o homem vem dos macacos, Darwin somente convenceu meia dúzia de cientistas. Seus contemporâneos morreram convencidos de que sua teoria era uma bobagem.
Para nós, algumas gerações mais tarde, e à luz não só de sua teoria mas de um punhado de novas informações e descobertas, é muito mais fácil assimilar e aceitar sua teoria.
Tudo isso como introdução para a questão dos chips. Se a tão somente 15 anos disséssemos para a comunidade francesa produtora de vinhos quem em 2008 a França aceitaria os chips ninguém acreditaria e outros diriam que seria o fim dos tempos. Bem,  a França aceitou os chips. Algum problema? Nenhum. Eu prefiro aceitar os argumentos de mercado a morrer.
Em tempo: Ainda falta que isso seja dito nos rótulos.
Para saber mais sobre os chips, leia meu artigo “Chips e Sticks” no blog.
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Malbec

É difícil saber se foi a Argentina que adotou a malbec como sua uva ou se foi a malbec que adotou a Argentina como seu país. O fato é que a malbec, originária da França e lá também chamada de cot, nunca produziu em sua origem os vinhos que produz no seu país de adoção. Hoje é a uva-emblema da Argentina e a segunda uva mais plantada naquele país. Desperta paixões e produz os melhores vinhos argentinos

O segredo do vinho: Recentemente, um jornalista me perguntou qual seria o segredo do vinho. Não sei muito bem o que ele queria saber me fazendo essa pergunta, mas isso não tem muita importância, já que ela não tem resposta. Pode-se até arriscar alguma, mas será tão vaga ou boba quanto a pergunta.

MalbecDiz a lenda que, em certa ocasião, o grande gênio de xadrez José Raúl Capablanca foi abordado por um velhinho que alegava ter descoberto uma forma de começar com brancas e ganhar sempre. Curioso e rindo para si mesmo, Capablanca dispôs-se a jogar uma partida com o tal velhinho, que começou com brancas e ganhou. Capablanca, atônito, dispôs-se a outra partida, e várias jogaram. O velhinho, começando com brancas, ganhava sempre.

Capablanca foi correndo apresentar o velhinho ao outro grande gênio do xadrez da época, Alexander Alekhine, que também se dispôs a jogar com o velhinho, e a história repetiu-se. Capablanca e Alekhine entreolharam-se, cochicharam e foram dar uma volta com o velhinho, do qual nunca mais se soube notícia.

Bem, se um dia aparecer alguém com uma receita de vinho perfeito, somente nos restará ir dar uma volta com ele. Enquanto isso não acontece, seguiremos procurando boas terras e climas para a vide e desenvolvendo o conhecimento sobre o plantio, a colheita, a vinificação e a guarda, para assim bebermos vinhos cada vez melhores e prazerosos.

 

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Viticultor versus “winemaker”

Faltaria que fossem da mesma uva para levar à taça a questão do “terroir”: como uma mesma uva, vinificada duma mesma mão, se manifesta em terrenos diferentes?

A cara oposta dessa experiência seria um mesmo terreno, com a mesma uva vinificada por duas mãos distintas. Isso nos remete à seguinte questão: quem faz o vinho – a natureza ou o homem?! Ela paralelamente nos remete à questão do genótipo e do fenótipo. Quanto da genialidade de um virtuoso violinista, por exemplo, vem do talento natural e quanto vem de um árduo e disciplinado aprendizado?

Na Europa, winemaker X viticultoro produtor de vinho é um “vinicultor” (ou “viticultor”), termo (ou termos) que sugere(m) que quem faz o vinho é a terra. Orgulham-se os europeus de dizer que fazem seus vinhos no vinhedo. Nos Estados Unidos, a palavra utilizada é “winemaker”, “fazedor de vinho”, que sugere que quem faz o vinho é ele mesmo, o técnico, levando na mala de ferramentas todo seu know how bioquímico. É recente a polêmica causada por uma empresa norte-americana, a Enologix, que diz ser capaz de dar a receita – isso mesmo, a receita! –, de quais são os pozinhos que você deve adicionar a seu vinho, seja ele qual for, para que receba uma alta pontuação do aclamado critico de vinhos Robert Parker!

Claro, a uva precisa de alguém que a vinifique para transformá-la em vinho, e existem formas de vinificar. Quanto mais se sabe de bioquímica, melhor se vinificará, mas eu particularmente gosto de acreditar que há uma irreproduzível magia na terra, na uva, na chuva e no sol, por mais que, no fundo, no fundo, tudo seja feito de nêutrons, prótons e elétrons.

Mas, além da química, há poesia no processo, há, sim!

 

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