Curso de vinho

Eu já vou implicando logo com o nome: curso de vinho. Se levarmos para outro objeto qualquer, fica mais fácil perceber o quão meio ridículo isso é: curso de carro, curso de tomates, curso de livro. Ora, não há tal coisa. Pode, sim, haver um curso de condução de carros ou de mecânica, ou de como plantar tomates, ou de como prepará-los, ou de encadernação ou de estilos de prosa. Não há tal curso de vinho.

Mas vira e mexe alguém me pede uma indicação de um curso de vinho. Nunca sei muito bem o que dizer. Existem vários no mercado, com características das mais distintas e, como é natural, existem os bons e os ruins. Alguns são profissionalizantes e, portanto, longos – de um ano por exemplo. Outros são mais curtos, mas são certificadores mais do que cursos, e outros… bem, outros não são nada.

Eu não vejo como falar sobre vinho num único encontro de quatro horas, por exemplo, e essa é mais ou menos a característica da demanda de curso que temos.

curso de vinhoQuatro horas talvez não seja suficiente para abordar com profundidade o tema da rolha. Mas por outro lado, e por respeito às vontades do associado, não posso ignorar essa demanda.

 

Eu vou pensar em alguma coisa, com certeza em algo divertido e prático, obviamente. Digo algo prático porque a teoria, aquela mais genérica, pode ser entendida lendo qualquer um dos livros disponíveis no mercado. Comece o livro na sexta e na segunda você acordará sabendo mais de vinho do que poderia imaginar. Nesse meio tempo, vou pensando num curso simpático, que ajude na compreensão daquilo que é mais importante, o sabor. Vamos beber vinho – atividade para a qual, no fundo no fundo, não é preciso saber nada para fazer.

 

Leia também a Revista Sociedade da Mesa!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *