O que ter numa adega de 12 garrafas

Cada um deve ter em sua adega aquilo de que gosta e que consome. Portanto, se o único vinho que você consome é o sauvignon blanc da Nova Zelândia, minha firme sugestão é que você tenha em sua adega somente sauvignon blanc da Nova Zelândia. adega

Quantos vinhos você deve ter em casa? Minha resposta é similar. Se você consome 30 garrafas por mês e faz uma compra mensal de 30 garrafas, sugiro que você tenha em casa pelo menos 30 garrafas.

O que quero ressaltar com essas obviedades é que não há regra com respeito a quantos e quais vinhos você deve ter em casa.

O que, sim, posso comentar, a modo de referência, é sobre quais vinhos eu teria em casa se minha adega fosse de 12 garrafas. Abordo o tema das 12 garrafas.

Procuraria ter somente 12 garrafas de vinho para qualquer ocasião e comida, fosse ela qual fosse. Para o café da manhã, para o aperitivo, para pratos dos mais leves aos mais poderosos, para sobremesa, para chegar a casa ao fim de um dia de trabalho, para acompanhar meu charuto, uma partida de pôquer ou xadrez, para dormir bem e para dores em geral.

É possível com 12 garrafas? É.

12 garrafas

Os finos ou manzanillas são vinhos de aperitivo por definição. Qualquer comida minimamente séria deve começar com uma tacinha de xerez fino ou manzanilla. Também acompanharão bem frutos do mar, peixes, ovas, defumados, cozinha japonesa e o chá da tarde.
Os espumantes também cumprem a função do aperitivo, mas vão mais longe: café da manhã, acompanhando qualquer tipo de pratos (inclusive os mais pesados), celebrações, beira de piscina ou ofurô, para logo após a partida de tênis…
O amontilhado é para o meio da tarde, para acompanhar um lanchinho com embutidos e queijos, para chegar do trabalho, para acompanhar o impossível – como gaspachos, picantes, ovos, supersalgados – e para o pôquer.
O doce, que pode ser um porto, um sauterne ou Pedro Ximenez ou um colheita tardia, será para a sobremesa, para o charuto, para após o chá da tarde, para antes de dormir e para dores em geral – em cujo caso as doses devem ser maiores.
Os brancos, e já que são dois, que sejam: um leve e aromático; e outro mais pesadinho – chardonnay ou vionier. E, com isso, cobrimos toda a gama de pratos leves, de peixes a massas.
Dos tintos, como são quatro, é bom ter dois idênticos, pois, num jantar com até seis pessoas, todas tomarão o mesmo vinho, o que é bastante desejável. O outro pode ser aquele “super” que espera uma ocasião idêntica.
O rosado é um “must have”, um estepe. Substitui todos os anteriores, em caso de urgência.

 

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