A carmenère, ou grand vidure, ou biturica

carmenereA carmenère virou a uva do Chile, como a tannat é a uva do Uruguai, como a malbec é a uva da Argentina, como a shirazé a uva da Austrália, ainda que na verdade sejam todas francesas. Essas uvas deram-se bem nesses países, e esses países souberam tirar dessas uvas seu melhor.

Diz a lenda que a carmenère foi encontrada no Chile por acaso, confundida em meio a pés de merlot. Mas não souberam explicar como chegou lá. Por essas e aquelas, transformou-se na uva-emblema do Chile, que, com muita diferença, é hoje o país que mais a cultiva. Ainda é usada na França, principalmente em Medoc, e por lá é mais conhecida como grand vidure, embora outros digam que, na verdade, é a ibérica biturica. Sei lá: os ampelógrafos (*) nunca estão de acordo.

(*) Ampelografia é ciência voltada ao estudo, descrição e identificação da vinha; portanto, ampelógrafo são os que se dedicam a tal estudo.

 

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