Vinho brasileiro

Se a resistência do consumidor brasileiro com respeito ao vinho nacional é grande, a curiosidade também o é. Poucos perdem a oportunidade de querer saber em que pé anda nosso vinho.

A abertura do mercado nacional a produtos importados, ocorrido há não muito tempo, é um marco na atividade vinícola brasileira. Até o momento dessa abertura, tínhamos de nos contentar com o que se encontrava no mercado – um vinho de baixa qualidade, mas que era o nosso padrão, era o que conhecíamos, e com isso íamos vivendo, ou convivendo. O produtor? Feliz. Com a importação de vinhos de qualidade e com a concorrência aberta de qualidade a preços competitivos, o produtor nacional foi obrigado a atualizar-se, para hoje estar nessa toada a ritmo realmente acelerado.

O vinho brasileiro está em pleno processo de melhora e de encontrar seu caminho, seu estilo. O tinto nacional ainda não é, em média, bom, mas já existem algumas dezenas de rótulos que alcançaram uma qualidade há muito pouco tempo impensável.

Estou, é claro, falando de vinhos tranquilos, brancos e tintos, e não de espumantes, pois a história do espumante é bem outra. Pode soar contraditório, mas o vinho nacional é mesmo o espumante. Não me refiro ao consumo, mas à qualidade. Encontrou ele no Brasil condições excepcionais. E nosso espumante é bom, bom mesmo! Já ouvi comentários aqui e ali de que nosso espumante é comparável aos melhores champanhes. Isso não é lá verdade, mas ele pode muito bem ser comparado a bons espumantes franceses e bons cavas espanhóis, e isso – acreditem – já é um feito e tanto. Vou mais longe, por atrevido que pareça: o espumante brasileiro é o melhor espumante das Américas.

 

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