A carmenère, ou grand vidure, ou biturica

carmenereA carmenère virou a uva do Chile, como a tannat é a uva do Uruguai, como a malbec é a uva da Argentina, como a shirazé a uva da Austrália, ainda que na verdade sejam todas francesas. Essas uvas deram-se bem nesses países, e esses países souberam tirar dessas uvas seu melhor.

Diz a lenda que a carmenère foi encontrada no Chile por acaso, confundida em meio a pés de merlot. Mas não souberam explicar como chegou lá. Por essas e aquelas, transformou-se na uva-emblema do Chile, que, com muita diferença, é hoje o país que mais a cultiva. Ainda é usada na França, principalmente em Medoc, e por lá é mais conhecida como grand vidure, embora outros digam que, na verdade, é a ibérica biturica. Sei lá: os ampelógrafos (*) nunca estão de acordo.

(*) Ampelografia é ciência voltada ao estudo, descrição e identificação da vinha; portanto, ampelógrafo são os que se dedicam a tal estudo.

 

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Cata

Em nossas fichas técnicas, encontramos a indefectível palavra ” Cata”.

“Cata” é um termo espanhol que corresponde à degustação. Prefiro “cata”, pois essa palavra tem um sentido de seleção, de escolha, de julgamento, que não encontro na palavra degustação.

Degustar é sentir o gosto. “Catar” é sentir o gosto com o objetivo de julgar. Assim vejo. Por outro lado, ainda que no Brasil não se costume usar a palavra “cata” como sinônimo de exame gustativo de vinho, ela existe no dicionário e com esse sentido de seleção.

 

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Sobre controles remotos

Os controles remotos universais são realmente universais, não funcionam em nenhum aparelho.

Maceração carbônica

Vinhos de maceração – aqueles cuja fermentação do mosto (suco da uva) acontece junto com o bagaço. Ou seja, a uva fermenta inteira – mosto e bagaço não são sequer separados –, sem ser prensada, num processo de fermentação intracelular em ambiente carbônico que dispensa a levedura. Vai ser prensada depois da fermentação.

Mas, paremos por aqui com descrições de processos estranhos! Vamos logo para as consequências desse processo no sabor: menos acidez, menos extração de polifenóis, desenvolvimento de aromas de fermentação complexos, aumento do aroma e obtenção de vinhos leves que preservam melhor os aromas primários, ou seja, os próprios da fruta.

Entretanto, não são só vantagens que encontramos, pois o vinho de maceração carbônica aceita muito mal o envelhecimento, e, por isso, esse processo é usado somente para vinhos jovens e que devem ser consumidos logo. Portanto, vamos beber o nosso o quanto antes!

 

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Odre

Os odres já foram muito utilizados para armazenamento e transporte de líquidos, especialmente os líquidos sensíveis à oxidação, caso do vinho e do azeite de oliva.

Um odre nada mais é que um saco de couro de cabra untado por dentro com “pez”, um derivado do alcatrão que serve para tornar o couro impermeável, principalmente vedando as costuras. Como o saco é flexível e se adapta ao volume do que carrega, é possível retirar uma parcela do líquido que transporta e fechá-lo, sem que fique nenhuma “gota” de ar dentro, assim evitando a oxidação.

Um grande inconveniente dos odres tradicionais é que o gosto do pez passará para o que quer que se carregue neles.

Existem odres de todo tamanho, alguns possuem o próprio formato da cabra de cujo couro foram feitos. Muito comuns ainda são as tradicionais “botas” de vinho espanholas (um pequeno odre, com capacidade de um a dois litros), que os turistas costumam adquirir como “souvenir”.

 

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Sobre fantasmas

Uma amiga diz que tem um fantasma em sua casa que acende e apaga a luz de sua sala. Lhe expliquei que é apenas um mal contato mas ela não acredita em maus contatos.

Vinho e moto não podem estar na mesma frase.

Wine print alta ( small size) - Imagem da obra do mes

Dicas de moto para mim mesmo:

Uma vez ao mês fique uma hora no youtube vendo acidentes de moto.

Equipamento de proteção é como o exercito de um país: É bom ter, mas é melhor não precisar.

Não ultrapasse ou adiante pela direita.

Invadir a pista contrária numa curva é como jogar sua vida nos dados e um dado só tem seis lados.

Se você procurar seu limite, vai acabar encontrando.

Existem cinco pessoas com seu nome escrito na testa soltas na cidade que estão dirigindo um carro e tem como único objetivo te achar e te matar.

Ninguém está te vendo.

Só existem faróis vermelhos e amarelos.

Estradas sinuosas e de madrugada na cidade são dois excelentes momentos para adotar um batedor. (um carro que vá à sua frente)

Na estrada ou no transito é melhor passar entre dois carros que ao lado de um carro só.

Nos faróis pare no corredor.

Numa reta livre, sem carros, com ótima visibilidade e asfalto perfeito, sempre pode aparecer um cachorro.

Pilotar depois de beber é muito eficaz como suicido, mas se cometer suicídio, pense num modo que não leve outras pessoas com você.

A possibilidade ou gravidade de um acidente é como a resistência do ar, aumenta à razão do quadrado da velocidade.

Se eu tivesse que dar um único conselho a um motociclista seria: Você sabe muito bem qual é a velocidade máxima razoável para cada situação então não passe dela porra!

O equipamento de segurança evita que você esfole um cotovelo, por exemplo, mas um acidente mortal continua sendo mortal.

Todos os motoristas de carro são absolutamente idiotas.

As situações pouco perigosas são muito perigosas.

* A imagem do post é uma obra do artista Sean Mackaoui 

 

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Vinho brasileiro

Se a resistência do consumidor brasileiro com respeito ao vinho nacional é grande, a curiosidade também o é. Poucos perdem a oportunidade de querer saber em que pé anda nosso vinho.

A abertura do mercado nacional a produtos importados, ocorrido há não muito tempo, é um marco na atividade vinícola brasileira. Até o momento dessa abertura, tínhamos de nos contentar com o que se encontrava no mercado – um vinho de baixa qualidade, mas que era o nosso padrão, era o que conhecíamos, e com isso íamos vivendo, ou convivendo. O produtor? Feliz. Com a importação de vinhos de qualidade e com a concorrência aberta de qualidade a preços competitivos, o produtor nacional foi obrigado a atualizar-se, para hoje estar nessa toada a ritmo realmente acelerado.

O vinho brasileiro está em pleno processo de melhora e de encontrar seu caminho, seu estilo. O tinto nacional ainda não é, em média, bom, mas já existem algumas dezenas de rótulos que alcançaram uma qualidade há muito pouco tempo impensável.

Estou, é claro, falando de vinhos tranquilos, brancos e tintos, e não de espumantes, pois a história do espumante é bem outra. Pode soar contraditório, mas o vinho nacional é mesmo o espumante. Não me refiro ao consumo, mas à qualidade. Encontrou ele no Brasil condições excepcionais. E nosso espumante é bom, bom mesmo! Já ouvi comentários aqui e ali de que nosso espumante é comparável aos melhores champanhes. Isso não é lá verdade, mas ele pode muito bem ser comparado a bons espumantes franceses e bons cavas espanhóis, e isso – acreditem – já é um feito e tanto. Vou mais longe, por atrevido que pareça: o espumante brasileiro é o melhor espumante das Américas.

 

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