Rosado, rosé, clarete.

Na França, se diz rosé; na Espanha, rosado. Eu prefiro o termo rosado – parece-me mais fiel à língua portuguesa, uma vez que chamá-lo de rosa ou rosáceo parece-me fora de propósito. Já o termo clarete, bem, isso é outra história, para não dizer outro vinho.

Se o rosado é um mistério, o clarete é um desconhecido total. Em muitos lugares, são sinônimos. Na Inglaterra, chama-se de clarete ao tinto de Bordeaux; em alguns lugares da França e da Espanha, o clarete é um vinho de uvas tintas com curta maceração, maceração de um dia, já que nesses mesmos lugares seria rosado aquele de primeira prensa (ou seja, sem nenhuma maceração). A verdade é aquilo que nos traz satisfação, e a definição que mais me satisfaz é a seguinte: no rosado não há fermentação com cascas; e no clarete há fermentação com cascas, em parte ou totalmente.

Concluindo:

Vinho tinto é o vinho feito de uvas tintas vinificadas em tinto; ou seja, fermentação do suco em presença das cascas;

Vinho branco é um vinho feito majoritariamente de uvas brancas vinificadas em branco; ou seja, a casca nem fermenta nem macera com o suco;

Vinho rosado é o vinho feito de uvas tintas ou tintas e brancas, vinificadas como branco ou com curta maceração.

Clarete é o vinho feito de uvas tintas cujo suco foi parcialmente fermentado em presença das cascas, ou uvas tintas e brancas cujo suco foi totalmente fermentado em presença das cascas.

 

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