Abrindo a garrafa, retirando a cápsula

Um assunto secundário, mas no qual vale dar uma pincelada, é este: como retirar de uma garrafa a cápsula. Tenho visto algumas modalidades de fazê-lo. Vamos abordá-las:

1) A retirada total da cápsula: Dependendo do material de que é feita a cápsula, a retirada total pode ser a forma mais fácil e descomplicada de fazê-lo, e não há nenhuma razão técnica que o impeça. Mas não é a minha eleição. A cápsula faz parte da roupagem do vinho, faz parte da identidade visual do vinho, e ver a garrafa sem a cápsula é como vê-la seminua.

2) Não retirá-la em absoluto: Já vi mais de uma vez quem enfiasse o saca-rolhas na rolha por cima da cápsula e, ao tirar a rolha, a cápsula estoura em rebarbas ou orelhas. E mais de um que servia vinho sem se importar com isso. Bem, isso eu considero uma aberração. Entre a rolha e a cápsula existem depósitos, sujeiras, mofos que devem ser limpos antes da retirada da rolha. Essa forma de manusear a cápsula, ou melhor, não manuseá-la em absoluto, despreza essa limpeza, fazendo com que toda a indesejável mas não evitada sujeira vá para a nossa taça. E mais: o vinho entra em contato com o material da cápsula, que pode lhe passar algum sabor estranho. Elenco esses argumentos para não citar que é esteticamente horrível.

3) Cortar a cápsula rente ao gargalo com uma faca: Em muito menor medida, tem consequências parecidas com a opção anterior. Ainda pode sobrar alguma impureza entre a cápsula e o gargalo, que pode passar para o vinho (este, ao ser servido, também entra em contato com a cápsula).

4) Cortar sobre o anel do gargalo: A modalidade mais comum, que é limpa e eficiente. Pode-se usar uma lâmina qualquer ou, mais fácil ainda, um “corta-cápsulas”, aparelho que faz exatamente esse corte. Mas, é impossível quando o anel da garrafa em questão não tem o ângulo de cima.

5) Cortar sob o anel do gargalo: Minha eleição, pois confere um melhor acabamento ao corte, facilita a limpeza do gargalo antes da retirada da rolha e fica mais bonito – claro: beleza é parte integrante da mesa!

6) Enfeites e firulas com a cápsula: Já vi isso em restaurante. Demonstra a habilidade de quem o faz e é bonitinho, mas não tem nenhum sentido prático.

7) Linguetas “abre fácil”: Algumas cápsulas já vêm com uma lingueta, dessas de puxar, de forma que a cápsula se corta de forma prática e a boa altura. Nem sempre funcionam. E, conforme uma variação da lei de Murphy: parece que sempre funcionam na mesma proporção em que o papel nunca rasga no pontilhado.

 

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