Rosado, o patinho feio

O rosado vive numa espécie de limbo entre o tinto e o branco. É tido como vinho sem caráter e de segunda categoria. No Brasil, é ignorado nas melhores cartas dos melhores restaurantes. Os tintos e brancos importados pelas maiores importadoras do país conta-se por milhares; o rosado, por unidades. Por quê? Porque ele é mal compreendido, porque é desconhecido, porque está sendo julgado como pato, quando na verdade é um cisne. Um cisne porque tem a valentia do tinto, a delicadeza do branco e a densidade de nenhum dos anteriores. É o vinho mais difícil de fazer – são poucos os bodegueiros que se atrevem a tanto. É um vinho que não pode ser conseguido, arrumado, corrigido ou atualizado com cortes. É o último elo na cadeia do aficionado de vinho, que majoritariamente entra nesse mundo pelo branco ou espumante, passa para o tinto, volta para o branco e termina com o rosado.

 

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