Garrafas

De tudo já se utilizou para armazenar e transportar o vinho: ânforas de barro, odres, peles de animais, madeira, etc. E sua melhor conservação e transporte somente encontrou solução um pouco mais eficiente lá pelo século XVII, quando surgiu a garrafa de vidro já quase idêntica à que utilizamos hoje.

Sua cor escura, que se manteve por ser conveniente, foi fruto do mero acaso: era consequência da fumaça de carvão expelida pelos fornos. Num primeiro momento tampava-se a garrafa com um tampão de vidro, depois de madeira, que se amarrava ao anel (o ressalto que ainda se encontra nos gargalos das garrafas é, aliás, um fóssil daquele tempo).

A hermeticidade chegou com a rolha; e a rolha perfeita, ainda que feia, só foi possível com os polímeros sintéticos. Dizem que entre 3 e 5% dos vinhos engarrafados do mundo estão bouchoné (com gosto de rolha). É uma perda e tanto, facilmente evitável com a rolha sintética.

Já uma evolução da garrafa é o “tetra brik”, que, apesar de feiíssimo, é tecnicamente defensável. Melhor não o defender!

A garrafa de 750 mililitros impera, mas é frequente a meia garrafa, de 360 ml, ou a magnum, de 1.500 ml, ainda que um pouco mais rara. Maior o envase, melhor a conservação. Com respeito ao volume de vinho, a quantidade de ar que fica no topo do gargalo de uma garrafa magnum será a metade duma garrafa de 750 ml. E o ar duma meia garrafa será, então, o dobro desta última.

 

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