Taça oficial de cata

Já se bebeu vinho em recipientes de barro, de metal, de porcelana e até de madeira, mas o vidro – mais ainda o cristal –, superou todos esses materiais de longe. O formato bolha, surgido lá pela metade do século XlX, foi o precursor de nossas taças atuais, bem como das taças de “cata”.
É evidente que certos formatos facilitam a apreciação do vinho (tente sentir o aroma de um vinho servido numa xícara de chá!). Por muitos séculos, a ferramenta “oficial” para “cata” de vinhos por profissionais foi o taste-vin, recipiente que mais se parecia com um pires, por ser muito mais aberto e raso que uma xícara de chá. E como se já não bastassem esses inconvenientes, ainda era de metal!
O taste-vin aposentou-se como ferramenta para provar vinho e serve, agora, de elegante insígnia para os escanções (equivalente, em português, ao termo sommeliers), que hoje o levam em miniatura na lapela (em algum filme antigo, ainda se vê um escanção de um restaurante chique com um taste-vin pendurado no pescoço).
Já tínhamos, então, nos meados do século XIX, um bom substituto para o taste-vin: o copo de cristal bolha, com haste e pé. Mas, com cada um usando seu modelo de taça, era preciso padronizá-la – mais do que se discutir qual seria a certa. Em 1970, o francês INAO (Institut National de l’Origene e de la Qualité) propôs uma taça que foi amplamente aceita e hoje é a taça oficial de degustação, também chamada de taça normalizada, ou taça ISO ou AFNOR.

 

Leia também a Revista Sociedade da Mesa!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *