Confusão de nomes

Não sei por que tanta confusão de nomes, se com um alfabeto de 23 letras é possível formar mais de seis milhões de combinações só de palavras com cinco letras. Considerando que uma pessoa normal tem um vocabulário de umas 8.000 palavras, realmente sobrariam combinações para denominar as Vitis viniferas. Mas, insisto: não sei por que tanta confusão.

Várias uvas diferentes têm o mesmo nome, e uma uva só também pode ter muitos nomes. Por exemplo, existem 15 uvas cujo primeiro nome é Cabernet. A Sauvignon, por sua vez, tem 23 outros nomes:

Petit Bouchet, Sauvignon Rouge, Bordeaux, Vidure, Bouchet, Carbonet, Marchoupet, Lafit, Vaucluse, Carmenet, Burdeos, Tinto , Castet, Cabernet Petit , Veron, Bordo, Breton, Petit Cabernet, Petit Vidure, Kaberne Sovinjon, Bidure, Navarre, Lafet.

Como você viu, um dos nomes da Cabernet Sauvignon é Carmenet, que também é um dos nomes da Carmenère, que um dia chegaram a pensar que era a Merlot.

Não, não para por aí a confusão, isso é só o começo. A Furmin não é a Furmint, bem como a Grenache de Logroño não é uma Grenache, e sim Tempranillo. A Grenache francesa, por sua vez, pode ser a Garnacha da Espanha, ainda que alguns autores digam que não. E há até algumas inversões estranhas: na Califórnia, a uva Graciano se chama Xerez, e o famoso vinho Xerez espanhol é feito da uva Palomino.

O Gran Hacienda, um vinho de uma seleção passada do clube, é um corte de Syrah com Petit Sirah, e acreditem, a Petit Sirah não é uma pequena Shiraz, mas sim, outra uva também conhecida como Durif.

Enfim… Se fosse simples, não teria graça.

 

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