Pontuar ou não pontuar

Há quem ache que o vinho não deve ser pontuado, que não se deve lhe dar nota, entendem que cada vinho é  único e que, por isso, um vinho pode, sim, ser descrito, mas não pontuado. Ora, como assim? Isso seria assumir que para o vinho não existe o conceito de qualidade, seria assumir que não existe um vinho melhor que outro!

É verdade que as pontuações podem causar algumas injustiças. É verdade que um conceituado crítico, por razões das mais diversas, pode atribuir a um bom vinho uma má nota e prejudicar muito as suas vendas.

Também é verdade que a Justiça já enviou à cadeia ou mesmo à cadeira elétrica algumas centenas de inocentes, mas não é por isso que nos atrevemos a prescindir da Justiça como instituição.

Será que aquele viticultor prejudicado pela má nota que seu vinho recebeu não percebe que, sem as notas, seu vinho seria, em teoria, igual a todos os demais?! Não se pode brigar com a natureza das coisas. Se não usássemos notas, usaríamos qualquer outra escala para qualificar o vinho.

O curioso é que nunca vi nenhum produtor furibundo porque seu vinho recebeu uma nota muito superior ao que ele esperava, coisas que acontecem.

A pontuação produz suas injustiças, muitas,  mas os benefícios em conferir notas são infinitamente superiores à inexistência de avaliação. Isso se dá por uma razão simples e definitiva: o que não pode ser medido, não pode ser melhorado!

 

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