Pontuar ou não pontuar

Há quem ache que o vinho não deve ser pontuado, que não se deve lhe dar nota, entendem que cada vinho é  único e que, por isso, um vinho pode, sim, ser descrito, mas não pontuado. Ora, como assim? Isso seria assumir que para o vinho não existe o conceito de qualidade, seria assumir que não existe um vinho melhor que outro!

É verdade que as pontuações podem causar algumas injustiças. É verdade que um conceituado crítico, por razões das mais diversas, pode atribuir a um bom vinho uma má nota e prejudicar muito as suas vendas.

Também é verdade que a Justiça já enviou à cadeia ou mesmo à cadeira elétrica algumas centenas de inocentes, mas não é por isso que nos atrevemos a prescindir da Justiça como instituição.

Será que aquele viticultor prejudicado pela má nota que seu vinho recebeu não percebe que, sem as notas, seu vinho seria, em teoria, igual a todos os demais?! Não se pode brigar com a natureza das coisas. Se não usássemos notas, usaríamos qualquer outra escala para qualificar o vinho.

O curioso é que nunca vi nenhum produtor furibundo porque seu vinho recebeu uma nota muito superior ao que ele esperava, coisas que acontecem.

A pontuação produz suas injustiças, muitas,  mas os benefícios em conferir notas são infinitamente superiores à inexistência de avaliação. Isso se dá por uma razão simples e definitiva: o que não pode ser medido, não pode ser melhorado!

 

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Gostaria de saber qual é a indicação de adega semiprofissional para mais de 40 garrafas?

Olá Adna,

Para dar uma resposta impecável eu deveria conhecer bem pelo menos as principais marcas do mercado, mas isso não é verdade.  Tento aqui algumas sugestões básicas então.

  • Não compre as de placa Peltier, também chamadas eletrônicas, e sim as de compressor.
  • Se for para uso em restaurante, coisa que imagino pela sua expressão “semiprofissional” então dê preferência às adegas de gavetas.
  • Prefira marcas que tenham boa rede de assistência técnica.
  • Prefira marcas conhecidas.
  • Para uso doméstico a facilidade de manuseio não é tão importante mas é mais factível ter vinhos delicados e por muito tempo numa casa que num restaurante, boa razão para ser mais exigente com a qualidade da adega.

Agora, se você não tem vinhos muito delicados e não pretende guardar um vinho por muito mais de seis meses, considere não ter adega!

Se não respondi à sua questão volte a perguntar.

Abraços, Dario

 

Leia também a Revista Sociedade da Mesa!

Qual a melhor época para visitar a região de vinícolas no Vale do Aconcágua, rota de vinhos Valle do Aconcágua?

Olá Cláudio,

Não resisto à tentação de começar a resposta com uma pergunta:  Melhor época! Melhor para quê?

A região é linda seja na vertente chilena seja na vertente argentina, e é linda 365 dias por ano. Você gosta de frio, vá no inverno, gosta de calor vá no verão, não gosta de tumulto, vá nas datas mais insuspeitas. Mas sim, já sei , sua pergunta se refere às vinícolas. Minha resposta não muda muito.  Você que ser bem atendido nas vinícolas ? Evite a época de colheita e vinificação, mais ou menos março, abril e maio. Estão todos muito ocupados dentro da vinícola e odeiam atender visitantes nessa época, alguns inclusive suspendem as visitas. Também pode ser que seja justamente isso que você quer ver, a época de maior movimento de uma vinícola. Tudo bem, mas não espere muita atenção e programe a visita. Se for em dezembro ou janeiro, você vai ver as uvas amadurecendo. Lindo! Se for no inverno, vai ver as vinhas desnudas de folhas. Lindo! Nos últimos casos o atendimento será muito mais atencioso.

Se não respondi à sua questão pergunte novamente.  Abraço,  Dario

Para mais informações acesse http://www.winesofchile.org

Entre Cordilleras

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